Você é música

Junho 30, 2008

Coloca a música no repeat,  arruma a mochila, põe os fones no ouvido, fecha o portão, esquece o mundo. Foi ao encontro dele, por isso havia um sorriso bonito estampado naquele rosto.

Acabaram-se os enjôos, os abusos, os não-acasos. Aquilo tudo era culpa do tempo, que insistia em não querer estar por perto. De alguma forma, tudo se esvaiu.

Agora é tempo de esperar e de ter calma, ou não.

Mas ele…

é música.


não mais que de repente

Maio 25, 2008

não mais que de repente, o céu se abre e todos os raios solares resolvem inacreditavelmente perseguir minhas retinas. não exito em fechar os olhos para tanta luminescência que invade esse respirar descompassado. os espacinhos metálicos, que me compõe o sorriso, preferem vagar pelo absurdo, inevitável absurdo. e não diz que fui por aí pra qualquer um que passar por ti. é segredo esse negócio de redesenhar a galáxia na palma da mão.


encontros e desencontros

Maio 1, 2008

estavam lá as três como há muito não ficavam. era conversa muita pra se pôr em dia, confidências, histórias, planos mirabolantes. trocaram afetos, saudades.

é que o tempo é desmedido e pede pressa.


esperavam por aquilo há algum tempo sem saber.

Abril 28, 2008

.

mas queriam.


querer ver o mundo

Abril 22, 2008

lá estava eu com cara estampada de sorriso. era um daqueles dias em que se queria ver o mundo.

no fundo, só queria estar quieta, quietinha com ele. é uma daquelas preguiças que não se reclama, que se acha útil. porque fazer nada acompanhado - muito bem acompanhado - é a melhor coisa do mundo.
a culpa também é toda chuva que me deixa doente e sonolenta. é, preciso de um banho de mar.
no meu ritmo, s’il vous plaît.


alumbramento

Março 26, 2008

eu ouvi a história de um cara ele dizia pra ela que o coração dele ia explodir de tanto sentir sentimento espinhoso de amor sem retorno. mas ela nem aí, fazia era pouco do peito dele e sus prováveis explosões. e ele sempre ali, sentindo o peito crescer sem desinflar nunca. até que o peito dela começou a doer de dor fina, de dor boa e ela descobriu como era ter o peito mais pesado que o resto do corpo, mais ainda assim levando o corpo todo pra voar. e ela gostou de gostar dele e amou gostar dele. e um dia o beijou. aí ele chegou em casa, se trancou no quarto e explodiu, tingindo as quatro paredes de um sangue mais vermelho do que sangue que cheirava a perfume de rosas

m.
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porque ele me tira um sorriso, me chama pra navegar.


Eu gosto.

Março 6, 2008

- Jééééésssss… sabia que eu te amo?
- ÔôôÔ, mas eu te amo muito também!
- Mas eu amo maaaaaais!
- Mas meu amor é bem grandão…
- Sabia que te vi com sapatinhos vermelhos na maternidade?

São dessas intervenções que eu gosto.


E foi assim que nosso diálogo se encerrou mais uma vez em meio aquela multidão cotidiana.

Março 3, 2008

- Posso ir contigo?
- Deve!


Mas era bom.

Fevereiro 26, 2008

Percebeu-se em um quase apaixonar. Era improvável, desmedido. Não sabia se queria, se permitia aquilo dentro dela. Será que essas borboletas estomacais não estavam brincando com ela? E se estivessem? E se essa estranha alegria se instalasse em seu peito?
Era desmedido.

Mas era bom.

Estava apaixonável.


sobre:

Fevereiro 26, 2008

precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
para não se viver debruçado no passado
em busca de memórias perdidas.
que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando,
mas que nos chame de amigo,
para ter-se a consciência de que ainda se vive.

________________________________________________ vinicius.